30.10.14

Saint Hoax

https://estilo.catracalivre.com.br/modelos/e-se-as-os-personagens-da-disney-tivessem-anorexia/

20.10.14

Mesmo se nada der certo, 2014

Mesmo se nada der certo, precisamos tentar.
É duro sair da zona de conforto, mas precisamos nos mover.

Afinal,a busca por nossa autenticidade requer sair do lugar.
Até agora, tudo clichê e nada de novidade.

a novidade talvez esteja na forma como ocorre essa busca pelo eu e  nossa originalidade.
Aprendemos culturalmente a depender de pessoas, de relacionamentos,sentimentos e esquecemos de viver



E no meio de tantos romances com casais e finais felizes, ei que " mesmo se nada der certo " samba na cara da sociedade, sem o famoso final


Sobre tentar tranformat greta
Mostrar a ela a nao ser ela
Dizer sim pra vida
Tentar e descobrir o que se quer
Busca da autenticidade
Alienaçao do casal
Banda independente

3.10.14

Desenhos Animados

A Ciça me colocou aqui de colaboradora do Lupa e tô feliz da vida! Espero compartilhar com vocês experiências, histórias, memórias e coisas boas. Algumas coisas tento trabalhar comigo primeiro e outras consigo colocar em crônicas e textos, principalmente as que deixam uma marca enorme em mim. E assim são os desenhos animados.

Eu choro em 90% dos desenhos animados que assisto. E o engraçado é que, pensando aqui agora, não me lembro de chorar tanto assim quando criança. Às vezes por não compreender as mensagens, os diálogos e situações vivenciadas neles. Lembro-me que em Rei Leão eu chorei devido à morte do pai de Simba, Mufasa. Provavelmente por aquela cena ser a mais compreensível para uma criança de poucos anos e não muito (ou nada) experiente na vida! 

Mas aí veio meu desenvolvimento e as experiências aumentaram e intensificaram e fui percebendo outro lado que, possivelmente, meu olhar infantil não me permitia ver ainda. Valores mostrados no filme, até hoje estão dentro de mim de uma forma bem presente. O amor à família e os exemplos passados na infância refletiram no meu amadurecimento e, claro, a hakuna matata. Um filme infantil que canta: “Os seus problemas, você deve esquecer! Isso é viver, é aprender. Hakuna Matata” vai muito além de um mero desenho animado. Ali também mostra a amizade em sua essência mais pura, relevando os instintos naturais, as diferenças exorbitantes e elevando a certeza de que reconhecemos os amigos e eles sim, estarão com você na alegria e na tristeza. E realça que o mais simples, vivenciado com quem a gente mais ama, torna-se sempre a lembrança mais presente e forte nas nossas vidas.


Os desenhos animados passam lições de moral e valores que ajudam as crianças durante seu desenvolvimento e em nós, adultos, remete à um tempo já muito esquecido que muitas vezes a sociedade nos faz pensar ser algo retrógrado. Aliás, acho muito bacana esses desenhos que misturam espécies de animais que não são “amigas” na vida real entre si, pois mostra que a diferença muitas vezes é o complemento que falta em nossas vidas.

Lembro-me de ter ido ao cinema uma vez assistir qualquer filme e tinha lugar apenas para Kung Fu Panda 2. Não havia assistido o 1, mas decidi assistir mesmo assim. Saí de lá com um cisco me incomodando no olho. O filme é uma animação toda errada; errada no sentido das interações na vida real entre os “personagens”. O panda, Po, é filho adotivo de um ganso, Ping. Po é o Dragão Guerreiro que vai salvar a todos, mas não tem noção de nada nessa vida. Não sabe lutar direito, é atrapalhado, não é disciplinado e, muitas vezes, se acha demais. Creio que no filme, o que deu a Po a vontade e a força de prosseguir, foi a crença e confiança em si próprio, mas também a que NÃO tiveram nele.  Um “cara” que não tinha nada pra dar certo na vida, vence de maneira determinada. Isso é um exemplo de vida, pois gente pra te colocar pra baixo e falar que você vai fracassar tem de graça. O reconhecimento e amor por quem o criou é tocante e, de certa forma, me puxa da dimensão do desenho animado e me coloca no meu presente, na minha atualidade.

Esses filmes atuais têm me surpreendido muito positivamente, embora eu não assista muito. Costumo preferir as animações antigas, mas Como Treinar o seu Dragão é outro que me marcou. O menino Soluço, vive em uma comunidade Vicking que caça dragões. Desde cedo, as crianças são treinadas de tal de forma a continuarem com os costumes da comunidade. Porém o jovem Soluço não tem nenhuma habilidade pra isso. No decorrer do filme, o mais incrível acontece: ele fica amigo do dragão mais temido por todos, o Fúria da Noite, carinhosamente chamado de Banguela. Além do filme abordar o que a sociedade e família esperam do personagem (e, caso não seja o que eles querem, o consideram um fracassado - um "zé ninguém" -),  mais uma vez é mostrada  a descrença que as pessoas têm em quem não se encaixa em algum lugar na “sociedade correta” e como todos, de acordo com quem é e através dessa aceitação, podem vencer na vida.

Desenhos animados nos levam à um mundo que podemos inserir na nossa vida real. Não necessariamente o lado infantil, mas o lado lúdico e esperançoso. O lado bom das coisas.  Reafirma a importância da família em sua mais verdadeira profundidade. Exibe a essência mais pura e real da amizade. E nos ensina a nunca, nunca desistir dos sonhos, porque de alguma maneira, algum problema, vai resolver de alguma forma.  


Beijas,
Carol Maria
www.mundodosaltoalto.com


30.9.14

Star Wars

Conversa com a Lud

Pq n fala sobre como o Luke cresceu com a falta de carinho
Não necessariamente VC vai relacionar c pai
issoooooo
\o/
que com a falta de carinho, pode ir pro lado negro ou nao
Mas da p VC relacionar c outras coisas
Gostou?
Rss

Sim.. Pq por certo momento ele ficou na dúvida
Ne?
Falar da importância do carinho
P formação de caráter
Rss
éeeeee
*_*
parece que o anakin teve mais amor que ele e optou pelo lado negro...vc concorda?
Sim.. Mas ele teve um carinho diferente ne.. Sempre podado

era da epoca kkkk

Sidney Magal e o Amante Latino




E ai que ele merece todo amor do mundo e uma postagem aqui no blog.
Porque ele é um fofo, tesudo, gostoso e super simpático.
E porque também fiz uma mini promessa pra mim mesma que, se conseguisse tirar foto com ele, falaria sobre a experiência aqui. heuheue. A tietagem não tem limites.

Mimimi à parte, não ia aguentar segurar a emoção e não dividir com vocês. Penso que o que vivi ontem (29/09), merecia ser contado de toda forma, porque foi um bate papo muito, muito, muuito bacana com ele, sobre a vida, carreira e um curta , protagonizado por ele: Amante Latino, de 1979. O pequeno debate depois do curta foi essencial para desmistificar alguns julgamentos feitos desde o inicio da sua carreira.

O evento foi no Cine Humberto Mauro (uma das salas do Palácio das Artes), um dos lugares mais criativos em questão de eventos, que eu amo e há 13 anos realiza o: curta circuito - mostra de cinema permanente, entre outros eventos cinematográficos bem bacanudos, quase sempre gratuitos.


E em sua edição de aniversário, rolou uma programação nessa última semana, baphônica, com filmes brasileiros e o tema: Amante Latino. Sendo sempre oferecido depois, um debate com alguém que entendia do assunto. A programação foi levada também para Montes Claros e Araçuaí- MG.

E para finalizar essa programação em Belo Horizonte, com chave de ouro, não poderia ter sido com outra pessoa.
O filme, apesar de parecer bem amador e ter a notável inexperiência de Sidney como ator (ele sempre ri muito disso), tem colocações bem interessantes sobre o papel das mulheres na sociedade, ainda que pouco, e sobre o velho preconceito contra ciganos ou pessoas em situações desfavoráveis economicamente.

Um exemplo sobre o papel da mulher pode ser visto na cena em que um grupo de fãs é solicitado por Rosa Madalena, a ajudar Sidney numa situação em que ele se encontrava encurralado por homens que queriam acabar com sua vida. O grupo consegue defender Sidney distraindo e  ameaçando ferir os tais capangas fortões com o salto alto.

Infelizmente, por se tratar do fim da década de 70, esse e outros comportamentos femininos foram tachados pelo machismo e visto como piada, rebeldia ou mulheres mimadas.
Qual foi a intenção do diretor Pedro Carlos Bovai, não se sabe ao certo. Mas de fato, penso que ele soube conduzir um roteiro, até bonzinho, juntamente com Paulo Coelho.

Engana-se quem diz que Sidney Magal não faz mais sucesso. Ou quem fala que é brega, cópia barata do Elvis, John Travolta e afins. O fato é que ele manda beijinho com sua sola de sapato dançante para todos os 'recalques' alheios e pouco se importa com críticas negativas.

Pra mim, essas pessoas comem cocô, sorry. Porque Sidney, em sua peculiaridade, conseguiu ser original e até hoje é dono de uma autenticidade invejável mesmo. Seu sex appeal está muito além do rebolado e o passo lindo, nomeado futuramente depois de coice. (contado por ele com muitas risadas)

Mas infelizmente muitas pessoas carregam tradições e preconceitos por anos e custam a quebrar alguns ideais, muitas vezes, até imposto pela mídia, como dito por ele.

Segundo Sidney, uma das dificuldades passadas no inicio de sua carreira, foi o grande preconceito machista, ao ser taxado de homossexual pelo rebolado que só ele tem, apesar de declarar que não teria nenhum problema com isso. Sidney afirma que o/a artista que se preze, não se preocupa em passar certa sexualidade, sendo quase um assexuado,mas sim, passar sensualidade, carisma e dar show. Seja como for. Foi também muito criticado pela cultura cigana que não era tão bem vista, fato que ele também afirma ter sido adotado apenas para composição de seu personagem.

Que ele arranca milhões de suspiros até hoje, por homens e mulheres de todas as idades, é inegável.
Sidney é dono de uma coerência admirável e sempre condizente. E das vozes de El Macho, personagem de Meu Malvado Favorito na versão dublada (♥) e do pinguim Amoroso, em Happy Feet. 



Gosta de atenção e reconhecimento como toda pessoa que escolhe a profissão nas artes. Embora nunca tenha precisado apelar ou implorar por um lugar ao sol.
Construiu sua fama aceitando convites e assim faz até hoje. Diz que dessa forma, saberá verdadeiramente o quanto é bem vindo.

Invejosos dirão que eu era uma mini versão feminina de Magal. E talvez fosse ♥
Ele não sabe, mas sempre esteve em meu coração e é também responsável por todos os meus melhores shows de lambada, na infância, pra mim mesma, trancada na sala com uma escova de cabelo (um microfone em potencial rs) rodopiando e amando a vida entre mini saias altamente rodadas e douradas e meu pequeno bustiê de mesma cor, pouco preenchido obviamente, mas que guardava, bem apertadinho, do lado esquerdo do peito, a delícia e a liberdade de sentir e ser parte daquele ritmo envolvente que era o latino.

E me chama que eu vouuuuu:


Ficha técnica ( Amante Latino)

Onde e quando: Brasil (Rio de Janeiro), 1979.
Olhar de quem: Pedro Carlos Rovai (direção); Paulo Coelho (roteiro)
Quem faz parte: Magalzão; Regina Dourado, Angelina Muniz, Augusto Olimpio e mais uma galera :p
Quanto tempo: 104 min.






28.9.14

Encontros e Desencontros

Engraçado que sempre falo sobre me encontrar, me perder e me achar de novo e sempre o mesmo ciclo.

Construção:

E depois de um longo periodo longe daqui,descobri que podemos nos encontrar, só que agora digo: nos outros.
E digo isso porque quando a identificação com o outro é intensa, passamos a nos ver no outro, e voltamos o olhar pra gente. Afinal, começar uma nova amizade, uma nova relação, qualquer que seja, é sempre voltar o olhar no passado,nos ver

Que isso não vire rotina, nem dependência, mas é uma delicia quando isso acontece. Pessoas novas podem sempre agregam coisas em nossas vidas . Filmes também fazem isso. Tenho até um palpite de que filmes são pessoas e vice -versa. Lembrando que o novo, pode estar também naquela pessoa/ filme  que está em nossa vida há anos. O que muda, é o nosso olhar.

A arte do encontro, está talvez nas mudanças e voltas que a vida dá.
No caso do filme, Scarlet Jonhansson encontra em Bill Murray ela mesma.

24.9.14

Patch Adams

sobre compreender os incompreendidos








Antes de mais nada, quero deixar claro que não tõ seguindo uma tendência pós morte de Robin Williams. Mas é que depois de 1 mês sem dar as caras aqui, senti que Patch Adams me escolheu e acolheu. Como tem acontecido nos últimos 30 filmes que ando escrevendo por aqui.

A identificação veio